sexta-feira, 22 de julho de 2016

Pulso

Nossas penas coloridas
São as almas pulsando na aurora
A bala que fere, que corta a carne
Ecoa no meu grito

Não de preciso de pernas
Desde pequeno aprendi a voar
As feridas nas mãos são o retrato
Daqueles que descansam em paz

Oh, mãe! Me arranca desse aperto
Me abraça e só me acorde no dia em que dessas balas brotem flores
Para mim e para os amantes que se forem

Hoje já não dói, hoje já não fere
O meu luto é a luta de todas as cores
Para brilhar mais alto que o ódio desmedido
Pra pulsar no peito de quem ama

Acima do arco-íris, sei que meus irmãos descansam
Onde a luz não fere, translúcidas almas guiando os que ficam
Pulso fechado para ser forte
Pulso aberto para amar.

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