sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Vitamina

O café, o piano, a janela, o fim de tarde, os pássaros e minha mente. O silêncio do fim do sol no céu multicolorido desenhava a minha consciência, que oscilava entre o ir e o ficar. O piano melancólico rogava para que eu ficasse, que ali era um árduo caminho, mas no fim, tudo acabaria como eu sempre sonhei um dia. O sol dizia para eu ir. Ir de encontro aos pássaros que voavam em liberdade, em bandos pretos rasgando o céu da tarde rosa, colecionando os sorrisos honestos das meninas do parque, dos amantes na roda gigante, da felicidade da volta, do fim do final.
Desculpa, meu piano. Não posso manter minha mente naquilo que já não existe dentro de mim, naquilo que me machuca a todo instante, porém nunca deixarei de te carregar.
Desculpa, sol. Não posso seguir o caminho da liberdade quando todos nós estamos presos a um inferno solar, digitado. Entretanto, carregarei comigo aquele raio que atingiu minha retina. Sim, eu aceito o novo.
Quero constituir-me do velho e do novo, do triste e do alegre, que é para não faltar poesia, não faltar alegria, nem tristeza. Que é pra não faltar sorriso, não faltarem lágrimas, não faltar amizade, muito menos amor.

Um comentário:

  1. Eu ja devo ter dito pra mim mesmo umas 3 vezes:
    'Esse é meu favorito'

    Tá lindo, ta perfeito! Não precisa estar triste ou eufórico pra ler seus textos, só precisa ser capaz de sentir.

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