quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Cafuné

Deitados numa rede, queria contar-te a minha vida. Aquela que nunca foi, um dia, digna de um final hollywoodiano. Não quero, assim, me lamentar. Desejo apenas que aprenda comigo todos os espinhos desta nova vida que descobristes.

Quero que aprenda que o amor pertence aos loucos. Ai, os loucos! Acabam assim: protegendo um pedaço de carne como se esse fosse o resto do último pedaço de paz.

Cuidado ao dobrar a esquina, ao atravessar a rua. Erra enquanto eu ainda nutrir essa desesperada esquizofrenia por ti, pois ao encontrar-me com um novo amor, menino, ficarás sozinho nesta insanidade abstrata. Só como um filhote recém-nascido sem sua mãe para acompanhar-lhe os passos.

Enfim, peço que não te esqueces daquilo que há dentro de ti, nem do que há dentro de mim, pois a mim só resta a vaga esperança de um ponto final nos “nós” paradoxais.

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