quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Verde.

Lá vem ela. Dizem que de tão gorda, mal consegue passar por entre as cadeiras da sala de aula. Senta-se e põe a mãozinha imensa em seu queixo, debruça os braços sobre a mesa e amadurece seus olhos míudos, intactos, postos a pensar. Era tão pequeneninha que não tocava os pés no chão. A cabeça sumia dentro de seus seios que mais pareciam tetas.

E assim seguia seu fardo diário - Ela cheia, o dia vazio; O dia rápido, ela parando; O dia cheio, ela vazia. Vazia. Cheia. Vazia.

Um dia, enquanto todos dormiam, ouviu-se uma explosão tão alta, capaz de acordar todo o resto do mundo.

- Estourara?! - Bem, era o que diziam as más línguas.

Estourou de tanto sonhar.

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